sexta-feira, 26 de agosto de 2016

NOVIDADES DA PROVINCIA DA BAHIA

                Resolvi  abrir no blog uma página para que nas quintas- feiras  eu envie notícias sobre o que se produz  na Bahia, seja através de livros ou revistas. Pode ser uma quinta-feira no mês ou duas, depende da existência de material.  Por exemplo, a revista Afro-Ásia do CEAO está toda digitalizada, é gratuita, com quase 50 números,  e pouca gente tem conhecimento. É só digitar www.ceao.ufba.br  e abrir no módulo Afro-Ásia. Pouco conheço sobre a produção das Universidades baianas- exceto a UFBA -, óbvio que a culpa é minha,  pois não faço mais viagens horizontais, só as verticais, como os xamãs e os malucos beleza. Evidente que o meu blog deve ter entre 5 a 10 seguidores, o que demonstra que ainda existem pessoas inocentes no mundo. Mas, quem tiver interesse pode enviar-me o material que eu divulgarei. Ah, por que Província?  Porque  a modernidade e o pretenso  cosmopolitismo, em especial, de Salvador,  cheiram mal.
            Agora em agosto aniversariou um querido amigo, o antropólogo Fábio Lima. Em junho ele me trouxe o seu novo livro, denominado Diáspora e Ancestralidade. Salvador: Kawo-Kabiyesile, 2015. Com suas peculiaridades estilísticas, ele narra a sua viagem a Oyó na Nigéria, trata da comida de santo, das suas palestras na Áfricas, além de abordar o corpo e a saúde no candomblé.
               Gustavo Falcón, doutor em Ciências Sociais, foi no passado Diretor da Edufba. Era o seu destino, além da criação de abelhas e  a  paixão pela cidade de Cachoeira, tornar-se editor. E encontrou uma parceira na sua loucura, minha “sobrinha”, sua filha Bárbara Falcón, tão querida por mim quanto seu pai. E, como dizia, uma maldosa tia, “quem puxa aos seus não degnera”: ela é um caso de seguir realmente os caminhos do pai, tornando-se, já jovem, uma promissora intelectual, com um Mestrado e primorosa dissertação. Os dois conduzem a Pinaúna Editora, inicialmente com uma coleção denominada Sons da Bahia. Um primor de realização gráfica, além de livros abordando, com qualidade, os vários gêneros  da  música baiana. Dificuldade de financiamento, sempre, daí  a distância das edições.
Em 2012, publicaram de Sueli Borges. Chegou a Hora Dessa Gente Bronzeada Mostrar Seu Valor: samba e brasilidade em Assis Valente; de Fabricio Mota. Guerreir@s do Terceiro Mundo: identidades negras na música reggae da Bahia; Bárbara Falcón. O Reggae de Cachoeira: produção musical em um porto Atlântico.
Em 2016, saíram de Ari Lima. Uma Crítica Cultural sobre o Pagode Baiano: música que se ouve, se dança e se observa; Carlos Ailton da Conceição Silva. Os Belos, o Trânsito e a Fronteira: um estudo sócioantropológico sobre o discurso autorreferente do Ilê Ayiê; Marlon Marcos. Oyá-Bethânia: os mitos de um orixá nos ritos de uma estrela.   
Eles deixam explicito que o site oficial do projeto disponibiliza o conteúdo inédito e versões digitais dos livros: www.sonsdabahia.wordpress.com   
Já ia esquecendo. Eu e o  professor  Luiz Mott, publicamos, agora, em 2016, pela Edufba, o livro A Comida Baiana. Cardápios de um prisioneiro ilustre ( 1763)

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