segunda-feira, 8 de maio de 2017

NOTÍCIAS DA PROVÍNCIA

Hoje, eu faço homenagem a um  grande profissional, professor titular da UFBA, responsável pela formação de  varias gerações de historiadores. João José Reis, dispensa comentários sobre a sua produção, grande parte dela publicada internacionalmente, é o Coordenador do grupo/linha de pesquisa Escravidão e Invenção da Liberdade, de onde emergiram dezenas de mestres e doutores, sendo grande parte dessa produção publicada. O seu Programa congrega os grandes nomes da historiografia baiana, além da interrelação com os grandes programas e cientistas nacionais e internacionais. Aqui, falo de outra grande contribuição de João Reis, a sua condição de editor da revista Afro-Ásia, do Centro de Estudos Afro-Orientais, a mais antiga da América Latina, criada em 1965, a se dedicar a assuntos africanos, afro-diaspóricos e asiáticos. A partir de 1995, assumiu a edição da revista, publicando autores locais e nacionais, e atraindo o que de melhor existia no campo internacional. Tornou-a – adicionando ao já feito – uma revista indispensável a todos que se interessam pela temática. Na sua viagem à Alemanha, em Berlim, passou trabalhando sobre a Afro-Ásia, em conjunto com Carlos da Silva Jr.  Aí , explorou um dos âmbitos da Afro-Ásia, pois embora já não seja seu editor geral, continua assessorando a sua publicação e tratando das resenhas. Vamos ao realizado.
  Atlântico de Dor. Faces do Tráfico de Escravos ( Cruz das Almas: EDUFRB; Belo Horizonte: Fino Traço, 2016 ), é uma coletânea organizada por João José Reis e Carlos da Silva Jr., com a trabalhosa revisão dos textos, numa parceria do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Recôncavo com a Fino Traço Editora. Os textos reunidos foram publicados na revista Afro-Ásia, até 2015, quando alcançou 50 números. Os organizadores, escreveram uma consistente introdução, denominada Decompondo o Tráfico, dividindo a obra em seis partes: 1. O Atlântico escravista: açúcar, escravos e engenhos; 2. O tráfico proibido; 3. Dilemas do africano livre; 4. Tráfico interno; 5. África do tráfico; 6. Diásporas daqui e de lá.
Apenas para situar, ali estão Joseph Miller, Ubiratan Castro de Araújo, Beatriz Mamigonian, Richard Graham, Erivaldo Neves, José Curto, Maria Inês Côrtes de Oliveira, Renato da Silveira, Dale Graden, Michael Turner,  Robin Law e tantos outros, com a mesma qualidade e importância dos citados. Enfim, aparecem nas mais de 700 páginas, o que de melhor foi realizado sobre o tema nas últimas décadas.

A revista continua viva, sob a competente editoria de Jocélio Teles dos Santos e Wlamira Albuquerque, sendo João José Reis, o editor das resenhas. Está toda digitalizada, gratuita, podendo ser consultada através do site www.ceao.ufba.br           

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